sexta-feira, 6 de novembro de 2009

ENCERRAMENTO DE DISCIPLINAS

Alunos do Médio C – Semipresencial no encerramento das disciplinas de História - com a professora Rita, Biologia - com a professora Estela e Português - com a professora Eliane. É isso aí gente, não desistam, juntos vamos vencer! É o CEJA despertando para um novo amanhecer.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

1º FEIRA DE ARTES, CIÊNCIAS E CULTURA





"RIO COREAÚ: Sobrevivendo aos impactos ambientais". Esse foi o tema da 1ª FEIRA DE ARTES, CIÊNCIAS E CULTURA do CEJA Gulherme Gouveia - Granja-CE. Contou com participação de professores e alunos.
Na abertura da feira, houve algumas apresentações de alunos, como: teatro de fantoches com o tema: "Falando água"; a participação do Coral da Escola cantando o hino; apresentação da poesia de Pe. Osvaldo Chaves "A Granja dos séculos", declamada pela aluna Rosinete Neres; apresentação do ex-aluno, compositor e cantor Chico Costa contribuindo com belíssimas música em voz e violão. Tivemos a ilustre presença das superintendentes da 4ª CREDE - Camocim.
E a apresentação de diversos materiais nas salas de aula, onde mostravam os impactos causados pelo Rio Coreaú.



No Laboratório de Informática foram apresentados vídeos referentes à enchente ocorrida na nossa cidade em maio de 2009.
Tivemos a visitas de várias escolas do municipio e também do Estado, onde professores trouxeram seus alunos. E, também a visita da comunidade local.



Algumas curiosidade e lendas do nosso Rio Coreaú:

A LENDA DA PIRIQUARA

Piriquara é um dos pontos do rio Coreaú situada a mais ou menos 3 km da sede do município de Granja, hoje muito apreciado pelos banhistas que para lá se dirigem em busca de lazer e apreciar a beleza da paisagem de matas ciliares, águas limpas e profundas que formam o referido poço no nosso rio.

Em épocas passadas quando a Piriquara ainda era quase inexplorada em virtude do difícil acesso contava-se histórias misteriosas acerca daquelas águas, entre elas, a mais falada e comentada por todos era a lenda da Mãe D'água, segundo alguns pescadores que aqui viveram no final do século XIX e início do século XX como é o caso do pecador Inácio Pereira Miranda que viveu entre os anos de 1850 a 1930, seu filho Abel Pereira de 1870 a 1950 e outros mais recentes como é o caso do Senhor Joaquim Damião que muitos afirmavam, que ele tinha um pacto com a Mãe D'água pois era o único pescador que todos os dias pescava os melhores peixes e em maior quantidade enquanto que os outros mal pescavam um almoço “raso”.

Essas pessoas afirmavam que em noite de lua cheia aparecia uma jovem muito bonita de longos cabelos verdes e brilhantes que refletiam na luz da lua sentada em uma pequena rocha à porta de sua gruta sub-aquática a mirar-se em um pequeno espelho de cabo longo e a pentear seus lindos cabelos, cantarolando sempre uma estranha canção que segundo a lenda, quem a ouvisse ficaria encantado, por esse motivo todos os pescadores pescavam de ouvidos tampados com chumaço de algodão. Diziam que nessa noite ninguém pescava nada, com exceção do senhor Joaquim Damião.
Essa lenda atravessou os séculos, passando de boca em boca, de geração em geração.
Somente a partir dos anos 70 é que deixou-se de falar na lenda da Piriquara, até mesmo porque o poço não tem mais a profundidade que tinha antigamente.

O GEMIDO DO RIO

Conta o povo mais velho que o rio Coreaú em épocas de cheia costuma soltar certos gemidos que segundo essas pessoas, está anunciando os afogamentos que vão ocorrer no período. Tantas vezes ele solte os gemidos quantos são os afogamentos que vão ocorrer.

Certo dia uma pessoa que não acreditava em tal história estava apreciando o deslizar das águas torrenciais do rio Coreaú quando de súbito ouviu um certo barulho vindo de seu leito que se assemelhava a um gemido um tanto horripilante, o que fê-lo acreditar na crendice popular dos “gemidos do rio”. Concluiu de imediato que o rio estava anunciando um próximo afogamento, fato que veio a ocorrer no período carnavalesco do ano de 1996, cuja vítima foi seu sobrinho.

Até hoje o rio continua a gemer alertando aos banhistas que tomem cuidado para não se aventurarem em suas águas correntes.

LENDA DA SOLHA (MELUSA)

Os pescadores contam que Nossa Senhora querendo atravessar a Maré perguntou a um peixe que ali estava:

- Solha, a Maré enche ou vasa?

E ela ao invés de responder arremedou-A, ficando de boca torta para sempre como castigo de sua malcriação.

O Siri presenciando toda essa cena ofereceu-se para atravessar Nossa Senhora sobre seu casco que como recompensa ficou com sua imagem gravada em suas costas.

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PRODUÇÕES TEXTUAIS DE ALUNOS SOBRE O RIO COREAÚ:

A IMPORTÂNCIA DO RIO COREAÚ PARA A NOSSA SOCIEDADE


Em nosso rio há uma lembrança inesquecível, pois acima do mesmo tem a “Ponte Metálica”, um ponto histórico de Granja, onde há anos, passavam os trens pela nossa cidade. A imagem é refletida pelas águas que banham a nossa cidade.A água do nosso rio faz parte da nossa vida, sendo usada para o processo de uso em geral, como também para a sobrevivência de várias famílias que pescam e assim sobrevivem. O nosso rio antigamente servia como ponto de lazer para muitos granjenses e visitantes. Hoje, já não é mais tão frequentado, pois com a enchente que houve em Granja, acabou-se toda a beleza.

Terezinha - Turma A - nº 29.
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A IMPORTÂNCIA DO RIO COREAÚ PARA NOSSA COMUNIDADE

O
rio Coreaú tem grande importância para nós. É através desse rio que a maioria dos granjenses tiram sua alimentação. Os lavradores, as donas de casa precisam muito da água dele diariamente. O rio Coreaú é muito rico em água potável e nós precisamos dela para usarmos em tudo que fazemos como cozinhar alimentos, lavar utensílios, regar plantas e também para bebermos.
O rio Coreaú tem também grande importância na área de lazer e atrai muitos banhista e turistas.

Filomena - Turma B
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A IMPORTÂNCIA DO RIO COREAÚ PARA NOSSA COMUNIDADE

O rio Coreaú é muito importante para a nossa cidade, além de trazer vários benefícios à comunidade.Muitas famílias vivem às margens desse rio e sobrevivem graças a ele.
É um rio muito extenso. Abastece toda a cidade. Ele é muito importante para nós.
O Rio Coreaú junto com a Ponte Metálica é um dos pontos turísticos de Granja.
Com a ajuda do SAAE, todos os dias suas águas chegam a casa de cada um dos granjenses.
Esse rio nasce na ladeira de São Pedro, na Ibiapaba, passa por Granja e deságua no mar em Camocim. É navegável por pequenas embarcações.Ao longo dos anos surgiram vários nomes para o nosso rio: Córrego, Curiaú, Comedouro dos Curiós ou Viveiros dos Curiós(pequenos patos de água doce). Junto a sua margem, dentro da cidade de Granja fizeram várias construções dentre elas a mais importante foi a ponte metálica Lima Brandão, sobre o rio Coreaú que é o símbolo de Granja.
Na avenida Beira-rio fica o nosso maior e melhor clube, o Arrudão, e balneários.
Na falta do rio, não teríamos nada, pois o rio Coreaú é uma das nossas grandes riquezas.

Francisca Alves - Médio B
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ENCHENTE

Granja no começo de maio deste ano passou por grandes aflições, uma enchente devastadora abalou várias pessoas deixando muitos desabrigados. Em função da enchente muitos bens foram perdidos, inclusive parte do material escolar da escola CEJA Guilherme Gouveia.
Fiquei muito triste quando cheguei na minha escola e vi quase tudo perdido, mas no final com a bênção de Deus tudo deu certo. Hoje a escola já voltou a funcionar normalmente, espero que nossa cidade não venha a passar por mais uma aflição dessa.

Raimunda Aguiar
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ENCHENTE

Vou contar uma horrível tragédia que aconteceu aqui na cidade de Granja no dia 03 de maio de 2009. A cidade ficou alagada, muitas pessoas tiveram que sair de suas próprias casas porque não tinha como ficar. Foram para casa de familiares ou de amigos. Teve gente que foi para outros lugares. Pessoas que perderam suas casas e outras coisas. Eu nunca tinha visto tanta água na minha vida. Tive que sair de casa porque onde eu moro fica próximo ao Arrudão, muito perto do rio. Muita gente ficou na sua casa mas com água no quintal. Parte da população ficou sem energia. Para poder comprar alimentos algumas famílias tinham que ir de barco porque não tinham condições de atravessar a pé o aguaceiro.

Diana Rocha - Médio C
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A ENCHENTE EM GRANJA

No ano de 2009, em Granja, no Ceará, uma grande enchente atingiu a cidade destruindo várias casas e pontos turísticos municipais. Há quem diga que isso foi castigo de Deus, ou também que foi revolta da natureza contra o homem devido a poluição. As pessoas alagadas ficaram abrigadas em escolas, casas de parentes, recebendo ajuda do poder público local e de pessoas de bom coração. Nessa ocasião, perderam muitas coisas, utensílios domésticos, móveis, documentos. Foi uma tristeza, uma das maiores enchentes dos últimos tempos.

Antonio Maurício Arruda Barros - Médio C
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ENCHENTE NA CIDADE DE GRANJA

As enchentes causam muito prejuízo para a população, principalmente para as famílias de baixa renda, sem condições necessárias para enfrentar tamanhos estragos, não escolhem a quem atingir, rico ou pobre, todos sofrem com essa revolta da natureza. O povo de Granja passou este ano por grandes problemas relacionados a enchente inesperada que nos abordou com surpresas desagradáveis e incontroláveis. Várias famílias tiveram que abandonar suas casas e refugiar-se em busca de sobrevivência e abrigo. Foi grande o desespero e estrago, não só material como espiritual, mas apesar das injustiças e egoísmo que atingiram a muitas pessoas, ainda existe humildade e solidariedade em grande parte da população. E foi com bastante ajuda e afeto que os desabrigados conseguiram enfrentar essa triste situação e continuar sonhando em busca de dias melhores.
Portanto, não só o problema da enchente, mas qualquer outro obstáculo que surgir na vida do ser humano, deve ser encarada com tranquilidade e esperança, acreditando que depois de cada tempestade nos levantamos com mais esperança em Deus, pois só ele nos dá força para lutar fortes e preparados.

Luciene da Conceição Silva - Médio C
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ENCHENTE DO RIO COREAU

O Rio Coreaú já teve outras enchentes nos anos anteriores, mas em maio deste ano, ele bateu o recorde. Na madrugada do dia 2(dois) para o dia 03(três) de maio, o rio transbordou, tomando a cidade de Granja e deixando a cidade num verdadeiro caos. Um “circo de horrores”. Famílias desabrigadas, perderam seus bens, deixaram para trás seus bens materiais e sentimentais. Muitos não puderam salvar seus objetos que passaram anos para conseguir. Em apenas alguns minutos tudo desabou. Ficaram com quase nada. Deram graças a Deus a salvação de suas vidas e de alguns materiais. Outros só conseguiram salvar suas vidas. Foi uma cena horrível ver nossas casas, nossos animais, nossos materiais sendo tomados pelas águas. Nós saímos desesperados sem saber o que fazer. Na manhã de domingo a água tomava as ruas próximas ao rio e o bairro Lagoa Grande.
Casas ficaram apenas com a cumeeira de fora e seus donos se abrigando em escolas e locais público, outros se abrigavam nas casas de parentes e amigos. Várias famílias juntas, dormindo juntos, outros nem dormiam preocupados com o que poderia acontecer. Por onde a água passava ia deixando horrores, crateras, inundações, destruição total. À água passou quase duas semanas dentro da cidade deixando as ruas alagadas, gente desabrigada e sem energia elétrica. Além de tudo isso veio a falta de alimento, energia e água potável. Nós desesperados não sabíamos o que fazer, sabíamos uma única coisa: rezar e pedir a Deus que tudo aquilo passasse em paz. Os jornais só falavam sobre a “enchente de Granja”. A defesa civil por meio de helicóptero fazia o abastecimento dos desabrigados com cestas básicas, roupas, material de higiene... Foram quase duas semanas de pura adrenalina. Depois que as águas baixaram não sabíamos por onde começar. Tudo destruído, casa, plantas, plantações... Foi muito duro para todos nós, só Deus mesmo para nos ajudar a sair daquele pesadelo e seguirmos em frente.

Luzia Vieira de Sousa - Médio B
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A ENCHENTE

Veio surgindo mansamente,
Destruindo tudo pela frente
Com seu poder arrasador
Causando grande pavor
Em toda nossa gente.

Desde que eu existo
Nunca tinha visto
Algo assim em nosso município
Não sei precisar
Do fato o seu princípio.

Mas posso afirmar
Que foi uma enchente voraz
De destruir toda ou quase toda
Uma cidade era capaz.

Só sei que ela foi capaz
De tirar do povo toda tranquilidade
Foi comovente ver tanta gente
Sendo transportado em canoas
Como foi triste ver a tristeza
No olhar sombrio de nossa gente.

Chega a ser lamentável
Ver nossa cidade inundada
Ver muita gente sem morada
Perdendo tudo ser ter mais nada

E muita água já rolou
No rio desta cidade
Mais do seu povo não foi capaz
De tirar a força de vontade
Pois é Deus que nos dá força pra seguir
Ele está com a gente
Quem nele espera, tudo supera
Inclusive essa tal enchente.

Enchente que causa destruição
Mas que maior é nossa determinação
Granja de novo está de pé
Com as bênçãos de Deus
E de São José.

Jorge - Médio C
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

7 de setembro - A Independência do Brasil



A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

LEIA MAIS AQUI! >>> http://www.suapesquisa.com/independencia/

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

JORNAL DO CEJA


Editorial
Uma das causas do fracasso de um ser humano diante de uma determinada tarefa é a falta de motivação. Sem esse precioso ingrediente tudo na vida torna-se insípido. Fazer algo somente por obrigação é uma verdadeira tortura. E na educação não é diferente. Alunos motivados são alunos guerreiros, capazes de fazer de sua rotina de estudante um grande prazer, obtendo assim a compensação de seus esforços. E todos numa escola podem fazer sua parte nessa empreitada.
Acreditando nisto, o Centro de Multimeios do CEJA está contribuindo com sua cota de estímulo, oferecendo à comunidade escolar esse espaço, onde os alunos possam se ver refletidos, não apenas como meros espectadores, mas também como seres que atuam, opinam, participam e constroem...
Despertando para um Novo Amanhecer pretende ser tudo isso: um jornal construído por todos e para todos que fazem o CEJA Guilherme Gouveia, para que se encontre nele a motivação que faz de uma escola um poderoso instrumento de transformação da sociedade.
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Você sabia...

que dos prédios públicos de Granja invadidos pelas cheias do Rio Coreaú, o único que está sendo utilizado é o nosso CEJA???
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CEJA SOBREVIVE AOS IMPACTOS AMBIENTAIS



Na madrugada do dia 02 de maio do corrente ano, nossa escola lamentavelmente foi inundada pelas cheias do Rio Coreaú, destruindo, em parte, muito do que havíamos conseguido construir ao longo desses oito anos. Mesmo diante do esforço do Núcleo Gestor e alguns professores, quando tomaram medidas de prevenção, os prejuízos foram incalculáveis, pois a inundação da escola aconteceu de forma repentina. Com a ajuda dos professores, alunos, funcionários e pessoas da comunidade local, conseguimos retirar e salvar o que hoje nos resta.
Após uma semana, quando as águas baixaram, contamos novamente com o apoio da comunidade escolar para a realização do mutirão de limpeza geral do prédio.
Foram vários dias de trabalho árduo para retirarmos o que se transformou em lixo e a camada grossa de lama que ficou impregnada no chão, paredes, móveis, enfim, tudo era lama.
Mesmo diante das perdas, jamais
desanimamos, cada dia estávamos mais fortalecidos para continuarmos trabalhando na reconstrução da nossa escola.
E graças ao trabalho de todos que fazem parte dessa família, um mês depois, o CEJA já estava limpo, pintado, com rede elétrica recuperada, enfim, pronto para recomeçarmos as aulas. O CEJA ganhou máquina de xerox nova, carteiras, mas ainda nos falta muito. A Escola precisa com urgência de birôs, armários, estantes, mesas para atendimento Semipresencial e portas para as salas e dependências administrativas, pois todas ficaram comprometidas. Gostaríamos de pedir à CREDE/SEDUC que lance “outro olhar” sobre o CEJA, pois até mesmo nosso jardim que tinha sido destruído, já floresceu, nossas flores voltaram a enfeitar nossa praça, assim como elas, nós também sobrevivemos e precisamos desse olhar, desse apoio, para continuarmos trabalhando em prol da nossa comunidade.
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CENTRO DE MULTIMEIOS

Objetivo: Apoiar as ações curriculares através do uso adequado de materiais de ensino e aprendizagem, detendo responsabilidade pelos diversos programas: Sala de Leitura, Biblioteca Escolar, Banco do Livro, TV Escola, Jornal da Escola (Primeiras Letras) e Laboratório de Informática, que fortalecem a aprendizagem dos alunos e a prática docente, constituindo-se assim como extensão da Sala de Aula.

Professora Regente: Maria Edite Muniz Saldanha
Professora Apoio: Maria do Livramento Moraes Fontenele
Professor Coordenador do Laboratório de Informática: Marcos Aurélio Veras da Fonseca

PROJETOS SENDO DESENVOLVIDOS PELO CENTRO DE MULTIMEIOS

Noções Básicas Linux Educacional 3.0 – sendo realizado no contra-turno com os alunos do turno da noite.

Aprendendo com as TICs – Projeto de Leitura e Escrita - semanalmente, as aulas de Língua Portuguesa de cada turma do turno da noite (presencial e semipresencial) são ministradas no LEI , sob a coordenação do professor Marcos e com apoio das professoras regentes, onde os alunos adquirem noções básicas de informática, digitam textos previamente selecionados e acessam a Internet para pesquisas.

Buscando a Aprendizagem: Projeto de Reforço – ofertado no contra-turno para os alunos da EJA III e EJA IV que apresentam deficiência em leitura e escrita.
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Enchentes em Granja

Há muito tempo pessoas não se deparavam com cenas tão trágicas. Não só por ver tantas águas, mas por ver tantas famílias desabrigadas ao mesmo tempo: crianças, jovens, adultos, idosos...todos sem casa, sem teto, sem comida, e por incrível que pareça, sem água, tendo que usar água contaminada do meio da rua para tomar banho, lavar roupas e até mesmo para a limpeza de utensílios de uso doméstico.
É muito sofrimento, mas sofrimento maior veio depois, quando as águas baixaram. Essas pessoas olhavam ao seu redor e não tinham para onde ir, pois o trabalho de uma vida foi destruído em apenas nove horas de muita, muita chuva.
O desespero era geral. Crianças dormindo no chão, pessoas tentando salvar alguma coisa no meio da água. Nos distritos, pessoas isoladas completamente do mundo e rodeadas somente de água.
Sem dúvida, o sofrimento era grande, mas maior ainda era a dor de saber que depois de tantas águas só viriam muitas perdas, perdas de muito suor e de um trabalho de toda uma vida. Juntos com essas perdas foram os sonhos de muitas pessoas, porque para muitas delas não será mais possível refazer o que perderam, até por falta de perspectiva de uma vida melhor.

(Rosinete Neres – Médio A)
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A ENCHENTE NO CEJA

Era mais uma manhã cinzenta dentre tantas outras daquele mês de maio da grande enchente, quando, ao entrar no CEJA Guilherme Gouveia, depois da terrível inundação, deparei-me com tão profunda e avassaladora destruição. Havia sujeira por todos os lados, móveis destruídos, livros estraçalhados que pareciam mais múmias de papeis molhados. Essa era a mais pavorosa imagem da destruição. Quase tudo estava destruído, senão mutilado pelo excesso de água e lama.
A Escola estava naufragada, submersa na lama e na podridão. Já não era aquela escola alegre e aconchegante de outrora, pródiga e gentil; naquele momento parecia-me mais um pântano coberto de lama e poluição.
Aquele belo jardim que alegrava nossos dias e nos fazia sentir no meio de verdes campinas, rodeados de matas viçosas e pássaros a entoar canções melodiosas, já não existia mais, apenas o baço cor de lama e a sujeira deixados pela enchente.
Depois do grande excesso de água que fez nossa escola ficar submersa na lama e na sujeira, percebi que aquela mesma água, do mesmo rio e que tantos estragos causou, servia também para limpar toda a sujeira e a lama que assolavam nosso CEJA.
Aquela mesma água da enchente, que deixou o CEJA submerso por alguns dias, serviu também para que nossa escola emergisse da lama e despertasse para um novo amanhã, cheio de glórias e conquistas.

Aluno: Evilázio
Médio Integrado – Turma A

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ACONTECENDO NO CEJA:

-Projeto Rio Coreaú: Sobrevivendo aos Impactos Ambientais
-Curso para Professores: Tecnologias na Educação: -Ensinando e Aprendendo com as TIC.
-Inscrições Exames Supletivos – até 28/08/09

DATAS COMEMORATIVAS DO MÊS DE AGOSTO:

2º Domingo – Dia dos Pais
Dia 11 – Dia do Estudante
Dia 22 – Dia do Folclore
Dia 25 – Dia do Soldado

MENSAGEM AOS NOSSOS ALUNOS PAIS

Pai
A você que ensina o amor, que orienta com carinho e está sempre a mostrar os caminhos certos a seguir.
A você que dá sempre o melhor de si, que trabalha para sustentar a família, que é amigo e companheiro em qualquer hora ou lugar.
A você que é nosso aluno e que é Pai, parabéns, você é um exemplo, uma lição de vida.
Feliz dia dos Pais!!!
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AGRADECIMENTOS

À nossa comunidade escolar e local, em especial ao Sr. Sialdi Fontenele, do Depósito Santa Luzia, nossos agradecimentos pelo apoio dado à escola, por ocasião da inundação.
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EXPEDIENTE DO JORNAL

Coordenadora: Maria Edite Muniz Saldanha (Regente do Centro de Multimeios)
Colaboração: professores
Diagramação: Pedro Magalhães e Wallacy Luiz
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CEJA LITERÁRIO - agosto 2009

EDITORIAL

O Recomeço das aulas, no CEJA GUILHERME GOUVEIA, teve, para todos nós que fazemos essa Escola (Professores, Alunos, Funcionários e Núcleo Gestor) um significado todo especial. Na verdade ao reiniciarmos as nossas atividades, sem falsa modéstia, estávamos provando, para nós mesmos, que quando todos se unem com sinceridade de propósito, responsabilidade e vontade de servir, com o coração cheio de ideais e sonhos, vencendo as barreiras do Egoísmo, qualquer montanha de dificuldade, por maior que seja, será imediatamente removida de nosso campo de visão – e um feliz novo tempo surgirá!
Sabe-se que as enchentes que levaram tanto desespero a diversos lugares e reduziram a escombros os sonhos de milhares de famílias, em nosso país, também atingiram impiedosamente a nossa cidade – e inundaram, infelizmente, a nossa Escola. Com isto, o nosso lindo jardim foi parcialmente destruído, perdemos parte considerável do acervo da Biblioteca, além de documentos, carteiras escolares, máquina de xerox e, destarte, tanto a estrutura física quanto o próprio funcionamento da Unidade Escolar ficaram deveras comprometidos.
Porém, apesar do que se perdeu, não perdemos jamais a FÉ e a ESPERANÇA em visualizarmos, no horizonte, dias melhores, nem a CORAGEM de recomeçar. Como Fênix, ressurgimos das cinzas do improvável, ainda mais radiante e bela, porque assim é a nossa Escola, assim é o CEJA GUILHERME GOUVEIA, um lugar em que verdadeiramente se encontram àqueles que não perderam o otimismo diante das vicissitudes da vida ou a confiança em si mesmos em momentos de angústia e aflição - e estão sempre prontos e dispostos a reescrever, com singeleza e determinação, uma nova – e empolgante - história em prol da Educação do Ceará.

SEJAM TODOS BEM-VINDOS!

HERCÍLIA E AVELAR
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O HOMEM E SUAS DIFERENÇAS

É inadmissível que no mundo atual, com todo avanço da tecnologia e dos meios de comunicação, ainda existam, no Globo, pessoas racistas e preconceituosas. Afinal, todos os homens nascem iguais! Pertencemos à mesma espécie – e descendemos de um mesmo ancestral que surgiu na África, há bastante tempo, e que deu origem ao homem moderno, seja ele de cor branca, negra ou parda. Evoluímos, pois, precisamente do mesmo ser primitivo.
Indistintamente para quaisquer seres humanos, o Sol nasce e também se põe, a cada novo dia. Somos brindados continuamente, pelo Criador, com o espetáculo maravilhoso da alvorada que nos desperta e seduz, a cada amanhecer, fortalecendo-nos interiormente para as lutas diárias. E o que dizer do silêncio da noite que vem para nos dar o descanso necessário - para o corpo e para a alma - e é comum a todos?
O tempo que passa velozmente, através dos anos, do escoar sereno dos meses e das horas é composto de igual número de instantes, em todas as latitudes e longitudes. Muitas pessoas, infelizmente, não conseguem olhar para o passado e ver o quanto a Humanidade sofreu durante a sua brilhante e longa marcha evolutiva até chegarmos ao que somos, hoje. Alguns, que pena, continuam agindo como o Fuhrer alemão, Adolf Hitler, praticando os mais terríveis atos de preconceito e racismo, principalmente contra pessoas negras, por acharem que, por serem brancas, são seres superiores. Esquecem-se, todavia, que a cor da pele é um “dom” que a espécie humana adquiriu para melhor se adaptar aos diferentes ambientes do nosso belo planeta.
As pessoas racistas precisam ter consciência que o mundo não foi feito somente para um determinado grupo, em detrimento de outros. Ele foi criado para todos. Do ar que respiramos à água que mitiga a nossa sede; da energia solar que nos aquece e produz o milagre da vida, tudo é dádiva divina para nós, humanos.
Moramos em uma única, complexa e confortável casa que merece todo nosso zelo, cuidado e atenção: a Terra. Ela nos acolhe e nos abriga independentemente da cor de nosa pele, da nossa raça, da religião que professamos ou da posição social que ora ostentamos.
Portanto, devemos respeitar às diferenças. Isto é fundamental para a harmonia do mundo.

AUTOR: Francisco Evilázio Ubatuba
(Aluno CEJA: Médio A – Noite)

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LÍVIO BARRETO


* Granja – CE - 18 de Fevereiro de 1870.
+ Camocim - CE - 29 de Setembro de 1895


Foram seus pais José Soares Barreto e Mariana da Rocha Barreto. Em Granja, aprendeu as primeiras letras, com o Professor Francisco Garcez dos Santos..
Ainda criança, necessidades forçaram-no a trabalhar como caixeiro de um parente, atividade que o marcou por toda a vida, tendo, no trabalho, vivido a maior parte da infância.
Contudo, o forte apelo pela Literatura sempre falou mais alto e, com José Barreto, Luís Felipe, Belfort e outros funda um jornal literário – O Iracema – onde aparecem seus primeiros versos, já reveladores da inspiração e da originalidade daquele que mais tarde passaria a ser o principal representante do Simbolismo no Ceará, apesar da forte tendência romântica.
Sentindo o meio em que vivia intelectualmente atrasado para seus talentos, resolve seguir para Belém do Pará, em junho de 1888, onde trava conhecimento com o poeta João de Deus do Rego, que muito contribui para o seu aperfeiçoamento literário.
Regressa dali, em 1891, doente e acabrunhado de esperanças. Por esse tempo aparece, na sua Terra Natal, um outro jornal literário – A Luz – em que Lívio publica sonetos e ligeiras crônicas humorísticas.
Restabelecido no seio carinhoso da família, em fevereiro de 1892, ruma para a bela Fortaleza, onde se torna um dos fundadores (com o pseudônimo de Lucas Bizarro) da Padaria Espiritual – entidade literária que produzia o jornal – O Pão – tendo à frente o talentoso poeta Antônio Sales.
Intelectualmente satisfeito, mas afetado, fora do lar, por dificuldades financeiras, regressa ele como filho pródigo, acontecendo naufragar à altura da Periquara, Litoral do Ceará, em viagem no vapor Alcântara, salvando-se a nado, exímio nadador que era. Isto lhe rendeu um belo poema: “Náufrago”.
Segundo Artur Teófilo, “o Lívio era magro, pequeno, altivamente petulante. Tinha o olhar penetrante, sem vacilações, a fronte alta e abaulada e uma palidez baça de hepático.
Ria pouco - e só entre amigos deixava por vezes transparecer sua fina verve elegante, um bocado pessimista e epigramática. Com o vulgo era sisudo, um tanto frio mesmo, com uns longes de bem entendido orgulho.
Usava casimiras claras, chapéu de feltro alto, e fumava cachimbo, à noite, embalando-se rapidamente na rede, com um livro de versos nas mãos.”

A morte prematura

Lívio Barreto, autor de um único livro – DOLENTES – publicado postumamente por Waldemiro Cavalcanti, faleceu na sua banca de trabalho, em Camocim, fulminado por uma congestão cerebral, às 3 horas da tarde do dia 29 de setembro de 1895, com somente 25 anos, tempo insuficiente para nos legar outras obras-primas poéticas.

Lívio Barreto é Patrono da Cadeira nº 24 da Academia Cearense de Letras.
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HINO À MESTRA

MINHA'LMA ESTÁ RADIANTE
E, NESTE INSTANTE OPORTUNO,
EU, COMO TEU ALUNO, QUERIA ABRAÇAR-TE
E EXPRESSAR-TE TODA MINHA EMOÇÃO
E GRATIDÃO
PELA SIMPLICIDADE QUE HÁ
NO TEU JEITO
E PELO TEU TRABALHO PERFEITO,
FEITO SEMPRE DE CORAÇÃO.
VOCÊ, QUE TRABALHA COM ALEGRIA
E QUE DE SABEDORIA
TEM A ALMA RICA,
VOCÊ, QUE COM A MAIS PERFEITA MAESTRIA
SEU TRABALHO EXECUTA;
VOCÊ, QUE ME FALA E QUE ME ESCUTA
VOCÊ, QUE TÃO POUCO GANHA,
MAS QUE ME DÁ O SUFICIENTE:
TEU CONHECIMENTO
QUE ME FAZ INTELIGENTE,
TUA DEDICAÇÃO
QUE ME FAZ UM CIDADÃO,
TUA EFICIÊNCIA E TUA PACIÊNCIA
QUE ME DÃO MOTIVAÇÃO.
VOCÊ NÃO SÓ ME ENSINA;
VOCÊ ME FASCINA
E ALEGRA ENORMEMENTE MEU CORAÇÃO.
PARA MUITOS, VOCÊ PODE NÃO SER ESPECIAL
SÓ QUE PARA O MEU SUCESSO,
SAIBA: VOCÊ É FUNDAMENTAL!
DE TODA ESSE MEU CONTENTAMENTO
VOCÊ É A ÚNICA CAUSADORA.
EU TE ADMIRO
POR SER ESTA GRANDE MULHER
E MINHA QUERIDA – E ETERNA – PROFESSORA.

AUTOR: Francisco Jorge do Nascimento Costa
(Aluno CEJA: Médio C - Noite)
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Príncipe do Romantismo (Francisco Jorge)



Em meu poema carinhoso

Ó Lua bonita que comigo habita o céu
Saber que tu existes sem que eu possa te tocar, isso é cruel.
Porque não deixas a noite e vem raiar no meu dia?
Pois meu céu não tem luz.
Porque não vens me fazer companhia?

Ó Lua bonita dos lábios de mel,
mais que o céu te necessita meu coração.
Pois estou submerso neste universo de solidão.
Lua bonita, mais que eu ninguém te necessita, isto eu garanto.
Esta alma está aflita.
Porque não vens secar o meu pranto?

Ó Lua que se situa no azul infinito,
Me desespero pois sou sol,
Que só quer teu sorriso bonito.

Ó Lua que a rua ilumina,
Ó Lua que encanta e fascina,
Ó Lua que a gente tanto adora,
Ó Lua em que este poeta tanto se inspira,
Ó Lua, doce emoção,
Não quero que comigo divida o mesmo céu,
E sim, divida comigo o meu coração.

Poesia Veiculada no Jornal CEJA LITERÁRIO em Agosto 2009 - EDIÇÂO 01.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PROJETO RIO COREAÚ: SOBREVIVENDO AOS IMPACTOS AMBIENTAIS



Este Projeto surgiu da necessidade urgente de se conscientizar a comunidade escolar e local para a preservação do Rio Coreaú, em Granja, focalizando tudo que envolve seus aspectos físicos (área, relevo, solo, bacia hidrográfica, biodiversidades) e aspectos sócio-culturais, a relação homem-natureza, recursos utilizados, modificações e impactos sociais de cada uma delas sobre o meio ambiente.



Alunos do MÉDIO C, durante uma aula de campo no INSTITUTO JOSÉ XAVIER, estudam mapa da hidrografia de Granja, para conhecerem e analisarem criticamente a história do Rio Coreaú, com as professoras Rita, de Ciências Humanas e Eliane, de Linguagens e Códigos.
Em sala de aula, os alunos trocam informações sobre os dados estudados – hidrografia de Granja- durante aula de História, com a professora Rita.